domingo, 2 de janeiro de 2011

A arte de viver juntos


Muitas pessoas formam um casal pensando que vão iniciar uma grande brincadeira cujo objetivo maior é o prazer. A experiência mostra que eles que pensam apenas no gozo são os que mais sofrem numa relação.
Depois de algum tempo, vêm as insatisfações, as frustrações, as cobranças, a rotina e o tédio. A pessoa se sente como um peixe no anzol: tentou comer a minhoca e acabou virando comida de pescador!
Quando duas pessoas desejam se unir, devem criar um espaço no qual possam desenvolver a capacidade de viver a dois, buscar soluções criativas à medida que os obstáculos aparecem e aprendem a desfrutar todas as formas de viver com amor.
Após a grande libertação sexual dos anos 60 e 70, ficou fácil para as pessoas se encontrar e ter relacionamentos ocasionais, em que aliviam as tensões, conhecem gente diferente e gozam de momentos agradáveis.
Mas, ao mesmo tempo, cada vez mais, elas sofrem com a "ressaca sexual" - aquela sensação de vazio, culpa e insatisfação que acompanha tais relacionamentos. A pessoa acorda de manhã e se pergunta: "Meu Deus, o que estou fazendo nesta cama, ao lado desta pessoa:" Já dizia um poeta: "Deitei ao lado de um corpo e acordei à beira de um abismo..."
A ressaca sexual aparece toda vez que se comete uma agressão íntima contra si mesmo e, sem dúvida, é um aviso de que precisa ser mais cuidadoso. No passado, muitas pessoas experimentavam a "ressaca moral" por ter transgredido uma regra aprendida na infância, como a norma de que se deve ser fiel ao esposo ou praticar sexo apenas depois do casamento.
Mas hoje o que nos chama a atenção é a ressaca sexual, cada vez mais experimentada por mulheres e homens que tiveram um grande número de relações superficiais e passageiras.
Passada a euforia da "liberação sexual", as pessoas estão sentindo falta de relações profundas e sólidas!
Estar com alguém plenamente é um caminho de crescimento, um aprendizado de viver a dois; é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no mais íntimo.
Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma, no qual cada um dos nossos movimentos é mostrado sem a mínima piedade.
Ao mesmo tempo que conhecemos melhor o outro, entramos em contato com nossas inseguranças também. E aí começa o inferno... Em vez de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro eu, tenta-se quebrar o espelho.
Como é possível quebrar esse espelho?
Há muitas formas, porém as mais freqüentes são: fugir da intimidade, culpar o outro, não assumir as próprias responsabilidades na relação desacreditar o amor.
Viver com alguém que se uma oportunidade de conhecer o outro, mas também a maior chance de entrar em contato consigo mesmo.
Apenas quando conseguimos nos enxergar por inteiro é que percebemos o medo de nós mesmos
e nos damos conta de que precisamos evoluir para nos tornar pessoas menores. Começamos, então, a nos capacitar para o amor.
Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação, e ele respondeu: "Um cachorro". Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou: "Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e se dirigia a uma poça d'água. Quando ele foi beber, viu sua imagem refletida. O cachorro, então, fez uma cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo, e a imagem o arremedou. Então, ele fugiu de medo e ficou observando, distante, durante longo tempo, a água. Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente. Num dado momento, a sede era tanta que o cachorro não resistiu e correu em direção à água, atirou-se nela e saciou sua sede. Desde esse dia, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado. E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim. Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contato com a minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com as imagens que eu ficava projetando nos outro".

domingo, 22 de agosto de 2010

"As Crianças Índigo"

Texto traduzido e adaptado por Dailton Menezes, junho 2001, que gentilmente nos cedeu o direito de publicação aqui no nosso site da Flor da Vida/Brasil.

A partir da década de 80, elas começaram a chegar, mais e mais. São crianças espetaculares. Elas estão chegando para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente das fronteiras e de classes sociais. São como catalisadores para desencadear as reações necessárias para as transformações. Elas possuem uma estrutura cerebral diferente no tocante ao uso de potencialidades dos hemisférios esquerdo (menos) e direito (mais). Isso quer dizer que elas vão além do plano intelectual, sendo que no plano comportamental está o foco do seu brilho. Elas exigem do ambiente em volta delas certas características que não são comuns ou autênticas nas sociedades atuais. Elas nos ajudarão a destituir dois paradigmas da humanidade:

1. Elas nos ajudarão a diminuir o distanciamento entre o PENSAR e o AGIR. Hoje na nossa sociedade todos sabem o que é certo ou errado. No entanto, nós freqüentemente agimos diferentemente do que pensamos. Dessa maneira, estas crianças vão nos induzir a diminuir este distanciamento gerando assim uma sociedade mais autêntica, transparente, verdadeira, com maior confiança nos inter-relacionamentos.

2. Elas também nos ajudarão a mudar o foco do EU para o PRÓXIMO, inicialmente a partir do restabelecimento da autenticidade e confiança da humanidade, que são pré-requisitos para que possamos respeitar e considerar mais o PRÓXIMO do que a nós mesmos. Como conseqüência, teremos a diminuição do Egoísmo, da Inveja, das Exclusões, resultando em maior solidariedade e partilha.Você pode estar se perguntando: Como estas crianças vão fazer tal transformação? Através do questionamento e transformação de todas as entidades rígidas que as circundam. Começando pela Família, que hoje baseia-se na imposição de regras, sem tempo de dedicação, sem autenticidade, sem explicações, sem informação, sem escolha e sem negociação. Estas crianças simplesmente não respondem a estas estruturas rígidas porque para elas é imprescindível haver opções, relações verdadeiras e muita negociação. Elas não aceitam serem enganadas porque elas têm uma "intuição" para perceber as verdadeiras intenções e não têm medo. Portanto, intimidá-las não traz resultado, porque elas sempre encontrarão uma maneira de obter a verdade. Elas percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos.

A segunda entidade vulnerável à ação dos Índigos é a Escola. Hoje o modelo de ensino é sempre imposto sem muita interação, sem escutar e sem a participação dos estudantes. Simplesmente este modelo é incompatível com os Índigos, sendo portanto o pior conflito, muitas vezes superior ao existente com a Família, principalmente pela falta de vínculos afetivos ou amor. Como elas possuem um estrutura mental diferente, elas resolvem problemas conhecidos de uma maneira diferente, além de encontrar formas diferentes de raciocínio que abalam o modelo atual de ensino.
Assim, através do questionamento, elas influenciarão todas as demais entidades, tais como:, Mercado de Trabalho, Cidadania, Relações Interpessoais, Relações Amorosas e Instituições Espirituais, pois elas são essencialmente dirigidas pelo hemisfério direito.

Infelizmente, a missão dos Índigos é muito difícil, pois sofrerá rejeição de algumas entidades da nossa sociedade. Antes dos anos 80, os Índigos morriam muito cedo porque a freqüência de energia do planeta não era favorável a eles. Depois da nova freqüência e com um montante maior de crianças, eles começaram a causar transformações maravilhosas no nosso planeta e em breve, após uma geração, nós perceberemos claramente as modificações.
O assunto sobre Crianças Índigo é fascinante e relativamente novo no campo da pesquisa. Existem poucas obras sobre o assunto. Apresentaremos aqui um resumo do Livro "The Indigo Children" escrito por Lee Carroll e Jan Tober que teve sua primeira publicação em Maio/1999 e já foi traduzido para o espanhol (mas ainda não foi traduzido para o português), obedecendo a seguinte organização:

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Jan Tober e Lee Carroll já apresentaram milhares de seminários em todo o mundo sobre ativação e melhoramento da auto-estima humana. Lee já escreveu 7 livros de auto-ajuda e elevação da consciência espiritual nos últimos 10 anos, inclusive com tradução para diferentes línguas. Jan é autora de numerosos artigos, fitas e CD´s relacionados com auto-ajuda. Jan e Lee têm sido convidados a apresentarem sua mensagem de esperança e amor nas Nações Unidas.
Depois de muito contato com diferentes sociedades ao longo do mundo, eles começaram a perceber que existiam padrões e dúvidas comuns por parte de pais no tratamento com essas crianças. Adicionalmente, não existia literatura especializada sobre o tema, sendo que eles observaram o seguinte:

• Este não é um fenômeno norte-americano. Eles o testemunharam em três continentes diferentes.
• Este fenômeno parece ir além das barreiras culturais envolvendo múltiplas línguas.
• Este assunto escapou à atenção da mídia devido ao fato de ser muito estranho para ser considerado no paradigma da psicologia humana, que considera a humanidade como um modelo estático e imutável . Como uma regra, a sociedade tende a acreditar na evolução mas somente na forma passada. O pensamento de que nós deveríamos estar vendo um novo nível de consciência humana vagarosamente chegando no nosso planeta agora, manifestado nas nossas crianças, vai além do pensamento conservativo estabelecido.
• Este fenômeno está aumentando. Mais relatórios continuam a vir à tona.
• Há muito tempo os profissionais começaram a observar este fenômeno.
• Existem algumas respostas emergentes para os desafios.

Objetivo do Livro
Este livro foi escrito para os pais. É uma relatório inicial, longe de ser um relatório conclusivo sobre o assunto. É apresentado para ajudar a você e a família, dando informações para aplicação prática nas questões diárias. Este livro foi montado principalmente através do encorajamento e até pedidos insistentes de centenas de pais e professores que os autores encontraram ao longo do mundo.
Forma de Apresentação do Assunto
O livro faz uma compilação de trabalhos de vários outros autores PhD´s através de artigos que representam a experiência em pesquisa ou resultante de terapias de diversos profissionais.

O que é uma Criança Índigo?
Uma Criança Índigo é aquela que apresenta um novo e incomum conjunto de atributos psicológicos e mostra um padrão de comportamento geralmente não documentado ainda. Este padrão tem fatores comuns e únicos que sugerem que aqueles que interagem com elas (pais em particular) mudam seu tratamento e orientação com objetivo de obter o equilíbrio. Ignorar esses novos padrões é potencialmente criar desequilíbrio e frustração na mente desta preciosa nova vida.

Existem vários tipos de Índigos, mas na lista a seguir nós podemos dar alguns dos padrões de comportamento mais comuns:
• Elas vêm ao mundo com um sentimento de realeza e freqüentemente agem desta forma.
• Elas têm um sentimento de "desejar estar aqui" e ficam surpresas quando os outros não compartilham isso.
• Auto-valorização não é uma grande característica. Elas freqüentemente contam aos pais quem elas são.
• Elas têm dificuldades com autoridade absoluta sem explicações e escolha.
• Elas simplesmente não farão certas coisas; por exemplo, esperarem quietas é difícil para elas.
• Elas se tornam frustradas com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo.
• Elas freqüentemente encontram uma melhor maneira de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, o que as fazem parecer como questionadores de sistema (inconformistas com qualquer sistema).
• Elas parecem anti-sociais a menos que estejam com outras do mesmo tipo. Se não existem outras crianças com o nível de consciência semelhante em volta, elas freqüentemente se tornam introvertidas, sentindo-se como se ninguém as entendesse. A escola é freqüentemente difícil para elas do ponto de vista social.
• Elas não responderão à pressão por culpa do tipo: "Espere até seu pai chegar e descobrir o que você fez".
• Elas não são tímidas em fazer você perceber o que elas precisam.O termo "Crianças Índigo" vem da cor da aura dessas crianças. Existe uma amiga dos autores, que conheceram em meados dos anos 70, cujo nome é Nancy Ann Tappe. Nancy foi a autora do livro chamado "Entendendo Sua Vida Através da Cor" (Understanding Your Life Through Color). Neste livro estão as primeiras informações sobre o que ela titulou de Crianças Índigo.

Como ela vê as cores? Quão preciso é isso? Nancy tem sido diagnosticada com uma situação em que dois dos seus sistemas neurológicos cruzam e isso cria uma situação em que ela, literalmente, pode ver a aura humana. Ela é como uma câmera de Kirlian, ou seja, ela vê campos eletromagnéticos, as cores e as freqüências. Ela é uma pessoa fabulosa, uma maravilhosa conselheira, metafísica e professora.
Ela percebeu muito cedo que existia uma cor da aura associada com alguns recém-nascidos. Ela estava trabalhando no seu PhD. Nancy tem dito desde 1980 que cerca de 80% das crianças nascidas são índigo. E, a partir de 1995, nós temos um índice maior ainda, tanto que requer uma análise para saber o que está acontecendo.
Nós estamos vendo uma nova geração de Mestres vindo para nosso planeta e elas são também chamadas de "Crianças Estrela", "Crianças Azuis" e através do trabalho de Nancy, elas são chamadas, a partir de nossa perspectiva, de "Crianças Índigo". Elas são nossa esperança para o futuro. Elas são nossa esperança para o presente. E isso, esotericamente falando, é o que está realmente acontecendo.

Tipos de Crianças Índigo
Existem quatro tipos diferentes de Índigos e cada um tem uma proposta:
1. Humanista: Primeiro, existe o Índigo Humanista que vai trabalhar com as massas. Eles serão os futuros doutores, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Vão servir as massas e são hiperativos. São extremamente sociais. Conversam com todo mundo e fazem amizade facilmente. São desastrados do ponto de vista motor e hiperativo, como dito anteriormente, e de vez em quando, eles vão dar com a cara nos muros, pois esquecem de pisar no freio. Eles não sabem brincar com apenas um brinquedo. Ao invés disso, trazem todos para fora e os espalham. Às vezes, não tocam na maioria destes. São do tipo que têm que ser permanentemente lembrados pois freqüentemente se esquecem das ordens simples e se distraem. Por exemplo, você pede para eles arrumarem o quarto. Eles começam a arrumar e de repente encontram um livro e começam a ler porque são leitores ferozes. Certa vez, eu estava em um vôo onde estava uma criança de cerca de 3 anos que estava aprontando. Sua mãe deu-lhe o panfleto de segurança do avião e ele o abriu todo com todas as figuras. Ele permaneceu sentado, muito sério como se estivesse lendo, muito sério e intenso na concentração. Ele estudou o folheto por uns cinco minutos e eu sabia que ele não poderia ler mas ele pensava que ele estava. Este é o típico Índigo Humanista.

2. Conceitual: Os Índigos Conceituais estão mais para projetos do que para pessoas. Serão os futuros engenheiros, arquitetos, projetistas, astronautas, pilotos e oficiais militares. Eles não são desajeitados, ao contrário, são bem atléticos como crianças. Eles têm um ar de controle e a pessoa que eles tentam controlar na maioria das vezes é a mãe se são meninos. As meninas tentam controlar os pais. Se eles são impedidos de fazer isso, existe um grande problema. Este tipo de Índigo tem tendência para outras inclinações, especialmente as drogas na puberdade. Os pais precisam observar bem o padrão de comportamento dessas crianças quando elas começarem a esconder ou a dizer coisas tais como, "Não chegue perto do meu quarto": é exatamente quando os pais precisam se aproximar mais.

3. Artista: Este tipo de Índigo é muito mais sensível e freqüentemente menor em tamanho, embora isso não seja uma regra geral. Eles são mais fortemente ligados às artes. Eles são criativos e serão os futuros professores e artistas. Em qualquer campo que eles se dediquem será sempre pelo lado criativo. Se eles entrarem na medicina, eles se tornarão cirurgiões ou pesquisadores. Quando eles entrarem nas artes, eles serão o ator dos atores. Entre 4 a 10 anos eles podem pegar até 15 diferentes artes criativas - fazer uma por cinco minutos e encostar. Portanto, se diz às mães de artistas e músicos, "Não compre instrumentos, mas alugue". O Índigo Artista pode trabalhar com até 5 instrumentos diferentes e então, quando eles entrarem na puberdade, escolherão um campo e se empenharão para se tornarem artistas nessa especialização.

4. Interdimensional: O Índigo Interdimensional é muito maior do que os demais Índigos, do ponto de vista de estatura. Entre 1 e 2 anos de idade você não pode dizer nada para eles. Eles dizem: "Eu já sei. Eu posso fazer isso. Deixe-me sozinho". Eles serão os que trarão novas filosofias e espiritualidade para o mundo. Podem ser mais valentões porque são muito maiores e também porque não se encaixam no padrão dos outros três tipos.Dicas para reconhecer os Índigos
Os autores listam as seguintes características para ajudar a identificar se sua criança é um Índigo:

• Tem alta sensibilidade
• Tem excessivo montante de energia
• Distrai-se facilmente ou tem baixo poder de concentração
• Requer emocionalmente estabilidade e segurança de adultos em volta dela
• Resiste à autoridade se não for democraticamente orientada
• Possui maneiras preferenciais no aprendizado, particularmente na leitura e matemática
• Podem se tornar frustrados facilmente porque têm grandes idéias, mas uma falta de recursos ou pessoas para assistirem pode comprometer o objetivo final
• Aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou serem simplesmente ouvintes.
• Não conseguem ficar quietas ou sentadas, a menos que estejam envolvidas em alguma coisa do seu interesse
• São muito compassivas; têm muitos medos tais como a morte e a perda dos amados
• Se elas experimentarem muito cedo decepção ou falha, podem desistir e desenvolver um bloqueio permanente.

Algumas Frases extraídas do Livro
"Se você está constantemente obtendo resistência de um Índigo, cheque você primeiro. Eles podem estar segurando um espelho para você ou estar pedindo, de uma forma inconformista, ajuda para descobrir novos limites, ajustamento fino nas suas habilidades ou talentos, ou ir para o próximo nível de crescimento."
"Índigos já nascem Mestres, todos sem exceção! Nós temos que entender que eles esperam que todos nós façamos os que eles fazem de forma natural e, se não fizermos, eles permanecerão pressionando nossos botões até que cumpramos nosso papel de forma correta. Ou seja, até que nos tornemos mestres de nossas próprias vidas. Portanto, quando meu filho fez suas coisas, ele ensinou a todos uma lição silenciosa, incluindo a mim mesmo."
"O termo Crianças Índigo refere-se aos emissários especiais enviado do Céu pelo Pai-Mãe-Criador, suportando um profundo intento."
"Muitas pessoas têm dificuldades no relacionamento com esses emissários porque eles aproximam-se com crenças pré-concebidas e regras que as crianças não compartilham."
"Crianças são tudo que elas precisam ser; elas são elas mesmas. Vamos deixá-las sozinhas para que elas possam ser exatamente o que elas são."

Problemas que os Índigos podem experimentar
Existem atributos positivos com as Crianças Índigo, mas existem também três complicações que o autor já testemunhou tanto profissionalmente como na vida particular:
• Elas demandam mais atenção e sentem que a vida é muito preciosa para deixar escapar. Elas querem que as coisas aconteçam e freqüentemente forçam situações para realizarem o desejado. Os pais facilmente caem em armadilhas de fazer para a criança ao invés de desempenhar um papel na modelagem ou no compartilhamento. Uma vez que aconteça os pais serão apenas fantoches.
• Estes emissários podem tornar-se emocionalmente irritados por pessoas que não entendam o fenômeno Índigo. Eles não podem compreender porque as pessoas operam em modalidades não baseadas no amor. Porém, elas são extremamente resistentes e hábeis para ajudar crianças carentes, embora esta ajuda seja freqüentemente rejeitada. Quando jovens, eles podem ter problemas de ajustamento com outras crianças.
• As Crianças Índigo são freqüentemente tituladas como tendo ADD (Attention Deficit Disorder) ou alguma forma de hiperatividade. Em muitos casos são tratados com química quando deveriam ser tratados de forma diferente.

O que podemos fazer?
Estas crianças estão aqui para nos ajudar na transformação do mundo. Portanto, nós precisamos aprender com elas, principalmente escutando-as e observando-as. Não obstante, estamos relacionando algumas regras básicas que precisamos observar para não tolhermos o brilho dessas crianças:
• Trate os Índigos com respeito. Honre sua existência na família.
• Ajude-os a criar suas próprias soluções disciplinadas.
• Dê a eles escolha em tudo.
• Nunca os diminua, nunca.
• Sempre explique o por quê de você dar instruções. Escute essas explicações por você mesmo. Não parece estúpida a expressão "porque eu disse que deve ser assim"? Se você concorda com a estupidez de expressões assim, então reconsidere suas instruções e as mude. Eles o respeitarão por isso e esperarão. Mas se você der a eles ordens autoritárias e ditatoriais sem bondade e razões sólidas, essas crianças o derrotarão. Elas simplesmente não vão obedecer e o que é pior, elas vão dar uma lista de motivos que desclassificam suas intenções. Algumas vezes suas razões podem ser simples, como por exemplo, "porque isso vai me ajudar hoje pois estou realmente cansado". A honestidade vencerá como nunca antes. Eles vão pensar sobre isso e acatarão.
• Faça deles um parceiro no relacionamento. Pense bastante sobre este aspecto.
• Quando crianças, explique tudo que você estiver fazendo para eles. Eles podem não entender, no entanto, eles perceberão sua consciência e honra por eles. Esta é uma tremenda dica antes deles aprenderem a falar.
• Se problemas sérios desenvolverem, teste-os antes de iniciar tratamento baseado em drogas.
• Provenha segurança no seu suporte a eles. Evite crítica negativa. Sempre deixe-os saber que você os apoiará em todos os momentos. Eles crescerão de encontro com suas verbalizações e irão surpreendê-lo durante o processo. Então, celebrem juntos. Não os faça simplesmente realizar, mas permita que eles façam com encorajamento.
• Não os diga quem eles são, ou o que eles vão ser no futuro. Eles sabem melhor que você. Deixe que eles decidam suas áreas de interesse. Não os force a entrar em algum ofício familiar ou em algum tipo de negócio porque isso é que a família vem desempenhando por gerações. Estas crianças absolutamente não serão seguidores.
Dicas no relacionamento com Índigos
• Os Índigos são abertos e honestos, isso não é uma vulnerabilidade mas a maior força. Se você não for aberto e honesto com eles, mesmo assim eles serão com você, no entanto, eles não o respeitarão.
• Marasmo pode trazer arrogância para os Índigos, portanto não os deixe cair no marasmo. Se eles agem de forma arrogante, isso significa que eles precisam de novos desafios e novos limites. Alimente seus cérebros mantendo-os ocupados da melhor forma possível.
• Pais, professores e orientadores devem estar aptos para definir e manter limites claros, ainda que suficientemente flexíveis para mudar e ajustar esses limites quando necessário, baseados no crescimento emocional e mental, pois os Índigos crescem rápido. Ser firme mas justo é necessário para a segurança deles e para nossa.
• A mensagem dada e transmitida pelos adultos deve ser mais prazerosa do que dolorosa, e mais baseada no amor do que no medo.
• Mantenha a criança informada e envolvida.
• Evite mal-entendidos simplesmente dando explicações.
• Não perca a paciência com sua criança.
• Evite dar ordem (verbos no imperativo). Ao invés de ordens verbais, utilize o toque para chamar a atenção deles. Eles são muito sensíveis ao tato (toque no ombro, aperto de mão, abraço, etc).
• Mantenha sua palavra.
• Negocie com cada situação.
• Não esconda nada e não use linguagem abusiva.
• Deixe sua emoção mostrar amor e não ódio.
• Se uma repreensão é dada, crie situações de dar um tempo ou folga.
• Discuta a situação geradora da repreensão após seu término.
• Depois de tudo, sempre reúna com a criança e reveja se houve um aprendizado e crescimento após a repreensão.
• Importante, lembre-se que punição não funcionará com essas crianças. Punição é diferente de repreensão. Punição é baseada na culpa enquanto que repreensão é baseada num crescimento ou melhoramento.Cuidados com os métodos educacionais nas escolas.

Na educação ou na escolha de escola devemos ter em mente que nós temos que ensinar as crianças como pensar e não o que pensar. Nossa regra não é passar o conhecimento, mas, ao invés, a sabedoria. Sabedoria é o conhecimento aplicado. Quando nós somente damos conhecimento para as crianças, nós estamos dizendo a elas o que pensar, o que elas supostamente devem saber e o que nós queremos que elas acreditem que seja verdade.
Quando nós damos às crianças sabedoria, no entanto, nós não dizemos a elas o que pensar ou o que é verdade. Ao invés disso, nós dizemos a elas como obter sua própria verdade. Naturalmente, nós não podemos ignorar o conhecimento quando ensinamos sabedoria, porque sem conhecimento não existe sabedoria. Um certo montante de conhecimento deve ser passado de uma geração para a próxima, mas nós devemos deixar as crianças descobrirem por elas mesmas. O conhecimento é freqüentemente perdido, mas a sabedoria nunca é esquecida.
Os velhos padrões de energia são baseados na crença fundamental que as crianças são vasos vazios que devem ser preenchidos com conhecimento pelos experts, os professores. Os professores usam técnicas de envergonhar e comparar os estudantes com a idéia que isso trará motivação. Nesta atmosfera, qualquer criança que não se encaixa neste modelo será considerada como tendo problema.
O problema com este sistema é que as crianças aprendem a encontrar suas necessidades por atenção e reconhecimento de uma forma negativa.

Aspectos Espirituais dos Índigos
Os novos meninos índigos, eu me refiro a eles como os Pequeninos, chegaram aqui para nos dar um novo entendimento da humanidade. Eles são presentes para os pais, para o planeta e para o universo. Quando honramos os Pequeninos como presentes, nós vemos a sabedoria divina que eles trazem para ajudar a crescer a vibração do Planeta Terra.
O passo mais importante para entender e comunicar com essas novas crianças é mudar nossa forma de pensar a respeito delas. Derrubando nossos paradigmas para honrar os Pequeninos como presentes ao invés de problemas, você abrirá as portas para entender a sabedoria deles e a sua própria. Os Pequeninos honrarão seu intento e um caminho para o entendimento aparecerá.

O crescente uso de medicações psicotrópicas reflete nosso desconforto mundial com a mudança. Nós estamos no limiar de deixar o velho mundo, baseado em competição, ciúme e inveja, e entrar numa nova era fundamentada em cooperação, amor e conhecimento de nossa unicidade. A velha energia está deixando caminho para a nova energia.
As crianças que recentemente estão encarnando são diferentes das gerações anteriores. Elas são chamadas de "Crianças da Luz", "Crianças do Milênio" e "Crianças Índigo" por uma boa razão. Estas crianças são altamente conscientes, sensíveis e com psíquico perfeito. Elas também têm tolerância zero para desonestidade e falta de autenticidade. Elas sabem quando alguém está mentindo instantaneamente. Imagine quão difícil é para estas crianças estarem em um sistema educacional que tem muita falta de autenticidade, tais como: "Vamos fingir que nós gostamos de estar aqui. Não vamos discutir quão infelizes nós todos somos para sermos forçados a vir a este lugar para aprender/ensinar coisas que não temos certeza da aplicação prática em nossa vida real". Em casa, os adultos freqüentemente tratam suas crianças com desonestidade. Por exemplo, os pais escondem coisas dos seus filhos. Essas intuitivas crianças sabem quando alguma coisa está errada. Elas perguntam ao Pai ou a Mãe para confirmação destes sentimentos. Se os pais negam a verdade, isso pode conduzir essas crianças à frustração. Elas não sabem como conciliar a disparidade entre o que elas sentem por dentro (verdade) com o que os adultos dizem (inverdade).

As Crianças Índigo encarnaram neste tempo por uma razão muito sagrada: para introduzir uma nova sociedade baseada em honestidade, cooperação e amor. Quando elas atingirem a fase adulta, nosso mundo será vastamente diferente do que é hoje. Nós não mais teremos violência e competição. Nós recordaremos da nossa habilidade para manifestar nossas necessidades, portanto não haverá necessidade de competir com os outros. Desde que nossas habilidades telepáticas naturais serão restabelecidas, mentir será impossível. E porque todo mundo perceberá a unicidade que existe entre todos os seres viventes, a solicitude será a base da sociedade. Nós incorremos em um grande débito de karma se interferimos na missão divina dessas crianças. Será extremamente importante que ajudemos a conduzir essas crianças para o sucesso espiritual. Para fazer isso, precisamos ser muito honestos com elas. Quando uma criança perguntar-lhe alguma coisa, mesmo que isso o faça sentir desconfortável, diga a eles a verdade. Eu freqüentemente rezo pedindo sabedoria para falar com minhas próprias crianças, para que possa falar a verdade de uma maneira amável. Se você se sente desconfortável ao falar a verdade para sua criança, deixe que ela saiba disso. Você não precisa virar confidente, mas é importante honestamente compartilhar seus sentimentos com ela. Dessa maneira, você se tornará uma modelador positivo que mostra às crianças como honrar suas emoções.

Nós estamos aprendendo da metafísica e suas fontes que estas novas crianças vindas para o planeta são de longe mais conscientes espiritualmente. Isto não significa que todos os Índigos vão crescer no ministério e como gigantes espirituais. Isso realmente significa que eles chegaram com um diferente nível de consciência, maior do que o nosso. De acordo com a maioria das fontes espirituais, estas crianças não somente estavam sendo esperadas mas elas são prova de uma evolução da consciência humana, além da velha energia das gerações anteriores. Elas são pacificadoras, almas velhas e sábias e uma suprema esperança de coisas melhores neste planeta. Elas estão interessadas em fazer as coisas cheias de paz em casa entre os pais. Elas importam de longe além das normas esperadas para as crianças e estão transbordando sabedoria que nos faz ficar sem fala. Seus instintos humanitários vêm já prontos e mostram as características delas desde o início. Elas são portanto um novo passo evolucionário na humanidade.

Questões relacionadas à Saúde
Existem duas disfunções claramente associadas aos Índigos: ADD (Attention Deficit Disorder) Desordem de Déficit de Atenção e ADHD (Attention Deficit Hyperactive Disorder) Desordem Hiperativa de Déficit de Atenção. Os Índigos são freqüente e erroneamente diagnosticados como ADHD ou ADD porque se recusam a obedecer. Quando assistimos ao filme de Clint Eastwood, nós aplaudimos a rebeldia dele. No entanto, quando o mesmo espírito está evidente nas crianças, nós damos drogas a elas (Ritalin é a droga mundialmente usada).

Diante disso, é importante enfatizar os seguintes pontos:
1. Nem todos os Índigos são ADD ou ADHD.
2. Nem todas as crianças com ADD ou ADHD são Índigos.
Algumas pesquisas, como a encontrada em [mediconsult.com], estimam que existem de 3 a 5 milhões de crianças ADHD. Se adicionarmos aquelas com deficiência de aprendizado, o quadro pode chegar a 10 milhões de crianças ou mais. Sendo assim, a entidade NIMH (National Institute of Mental Health) - Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, passou a considerar ADHD como uma prioridade nacional com liberação de muita verba para pesquisa. Entre várias pesquisas, destacaremos a chamada CRP:

Polaridade Reversa Crônica (CRP)
Keith R. Smith descobriu a polaridade reversa crônica (CRP) como um remédio para a síndrome da fadiga crônica há anos atrás por acidente. Desde então, ele tem percebido que muitos dos sintomas de ADHD em crianças são idênticos ao CRP em adultos. Quando ele começou a testar crianças com ADHD suas suspeitas foram confirmadas. Quase todas as crianças com ADHD que estiveram em seu consultório apresentaram polaridade reversa crônica. Uma vez que ele adicionou remédio herbáceo para esta condição como pré-requisito para um plano nutricional, coisas maravilhosas começaram a acontecer para as crianças. Elas começaram a responder ao tratamento e melhoraram. A maioria delas se tornaram "boas".

Todo sistema e processo no corpo físico é baseado em eletricidade. Em nossos processos mentais, o sistema imunológico e o coração são todos parte de um vasto sistema que utiliza eletricidade. O corpo humano é um sistema elétrico que se auto-contém e se auto-gera. A qualquer momento em que a eletricidade está em operação, campos magnéticos são criados, sendo que campos magnéticos possuem polaridade: isto é, possuem pólo norte e pólo sul. Se você submeter um ímã ao stress, ele reverterá a polaridade, ou seja, em essência, os pólos norte e sul serão trocados.
Desde que o corpo humano é baseado em eletricidade e tem um campo magnético sutil, certas condições tais como stress poderão reverter os pólos como num ímã. Isso pode ser temporário e é tratado como tal por vários profissionais de medicina alternativa/holística. Na prática, ele descobriu que a polaridade reversa pode durar muito e pode ser difícil de curar sem um entendimento perfeito de uma variedade de condições.

Ele foi levado a descobrir que a polaridade reversa freqüentemente se torna crônica e parece ser o maior fator na causa de: síndrome da fadiga crônica, depressão, ansiedade, doenças do sistema imunológico, câncer, ADHD e muitas outras disfunções que não parecem se curar com tratamentos padrões. Sintomas variados criam confusão de como tratar o problema, que geralmente passa desapercebido, até o aparecimento de um sintoma mais pronunciado.


O Sistema Elétrico do Corpo
A condição de polaridade reversa enfraquece a força elétrica do corpo. Stress prolongado é a maior causa disso. Como a carga elétrica do corpo enfraquece, sintomas ocorrem como sinais de aviso. Se a carga do corpo cair abaixo de 42 hertz, o sistema imunológico não pode resistir a doenças. Nos estágios iniciais de CRP, os sinais de aviso do corpo podem incluir dor nas costas, músculos rígidos, ou dor de cabeça; se nós não dermos atenção a estes sintomas e não pararmos para recarregar nossa força elétrica, os sintomas podem piorar para fadiga extrema, depressão, ansiedade, enxaqueca, dormência e dor crônica em áreas fracas.

Com a polaridade revertida, o sistema de auto-preservação torna-se inativo. Os sinais elétricos usuais para o sistema imunológico parecem destruir ao invés de proteger.
Alguns principais sintomas de CRP tem um paralelo exato com os sintomas de ADHD; por exemplo, memória recente fraca e problema de concentração.

De acordo com diagnóstico da Associação de Psiquiatria Americana, o diagnóstico de ADD e ADHD requer 9 sintomas de falta de atenção e 9 de hiperatividade/impulsividade, que podem desenvolver antes dos 7 anos e persistir por no mínimo 6 meses e que sejam suficientemente severos para interferir nas atividades sociais e escolares normais:

Falta de Atenção
1. Prestam pouca atenção aos detalhes e cometem erros sem se importarem
2. Têm dificuldades de prestar atenção
3. Não escutam as pessoas
4. Não possuem continuidade nas tarefas sem terminá-las
5. Têm dificuldades de organização
6. Evitam atividades com um substancial esforço mental ou concentração
7. Freqüentemente perdem coisas necessárias na escola e em outras atividades diárias
8. Ficam distraídos facilmente
9. Freqüentemente se esquecem de atividades rotineiras.

Hiperatividade/Impulsividade
1. Freqüentemente irrequietos e retorcendo
2. Freqüentemente abandonam o assento quando deveriam permanecer assentados
3. Sempre correndo e subindo em lugares impróprios
4. Têm dificuldades em se encaixar em jogos mais moderados ou em outras atividades
5. Estão sempre em movimento como se tivessem um motor
6. Falam demais
7. Soltam respostas prematuramente
8. Têm dificuldades em aguardar a vez
9. Freqüentemente interrompem e atrapalham os outros.

Segundo Keith R. Smith, a polaridade reversa crônica é contagiosa, não causada por germes mas pela proximidade. Se você colocar uma bateria carregada próxima a uma descarregada, a bateria carregada perderá carga. Da mesma forma, crianças circundadas por pais estressados (CRP), ou no útero de tais mães, podem ter sua polaridade revertida inconscientemente pelos pais. Isso freqüentemente ocorre antes do nascimento e continuam à medida que a criança desenvolve sem intervenção para quebrar o ciclo. Ele prevê que pesquisadores vão provar que isso cria desequilíbrio químico no cérebro e desordem nervosa desencadeando os sintomas já mencionados.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A ÁGUA REFLETE A NOSSA CONSCIÊNCIA

A água tem uma mensagem importante para nós. A água nos está dizendo para olhar mais profundamente para nós mesmos. Quando nos vemos através do espelho da água, a mensagem se torna surpreendentemente clara. Sabemos que a vida humana está conectada diretamente com a qualidade da nossa água, tanto dentro quanto ao redor de nós.
Estas fotografias e informações refletem o trabalho de Masaru Emoto, um pesquisador japonês. Ele publicou um livro importante, “A mensagem da água”, baseado em seus achados nas pesquisas que fez em todo o mundo. Se você tiver alguma dúvida de que seus pensamentos afetam tudo em você e ao seu redor, as informações e fotografias aqui apresentadas, tiradas do livro, mudarão a sua mente e alterarão profundamente suas crenças.
Com o trabalho de Emoto, temos evidências factuais de que a energia humana vibracional, os pensamentos, as palavras, as idéias e a música afetam a estrutura molecular da água, a mesma água que compõe 70% do corpo humano maturo e cobre a mesma porcentagem do nosso planeta. A água é a fonte de toda a vida neste planeta e sua qualidade e integridade são vitalmente importantes para todas as formas de vida. O corpo é semelhante a uma esponja e é composto de trilhões de células que contém líquidos. A qualidade de nossa vida está diretamente ligada à qualidade da nossa água.
A água é uma substância muito maleável. Sua forma física se adapta facilmente a qualquer ambiente. Mas sua aparência física não é a única coisa que muda: sua forma molecular também se altera. A energia ou as vibrações do meio ambiente mudarão a forma molecular da água. Neste sentido, não somente a água tem a capacidade de refletir visualmente o meio ambiente, mas ela reflete este meio ambiente também a nível molecular.
Emoto tem documentado visualmente estas modificações moleculares através de suas técnicas fotográficas. Ele congela gotículas de água e as examina em fotomicroscópio de campo escuro. Seu trabalho demonstra claramente a diversidade da estrutura molecular da água e o efeito do ambiente nessa estrutura.
A neve tem caído na Terra por milhões de anos. Cada floco de neve tem sua forma e estrutura únicas. Congelando a água e fotografando a estrutura como Emoto tem feito, consegue-se informações incríveis a respeito da água.
Emoto descobriu muitas diferenças fascinantes nas estruturas cristalinas da água de muitos locais diferentes e com condições diferentes, ao redor do planeta. Águas de nascentes e fontes nas montanhas mostram os lindos desenhos geométricos em seus padrões cristalinos. Água poluída e tóxica de áreas industriais e muito populosas, assim como água estagnada de caixas d’água e represas mostram estruturas cristalinas definitivamente distorcidas e formadas sem ordem.



1. Fonte de água de Saijo, Japão
2. Fonte de água de Sanbuichi Yusui, Japão
3. Gelo Antártico



1. Rio Horobetsu, Hokkaido
2. Fonte Metori Yusui
3. Rio Shimanto, Kochi
4. Geleira do Mont Cook, Nova Zelândia



1. Fonte em Lurdes, França
2. Lago Bikawo, o maior lago no centro do Japão. Aí a poluição está piorando.
3. Contaminação, Rio Yodo, Japão,que desagua na baia de Osaka



1. Represa Fujiwara, antes de ser oferecida uma oração
2. Represa Fujiwara, depois de ser oferecida uma oração

Com a recente popularidade da musicoterapia, Emoto decidiu observar os efeitos que a música tem na estruturação da água. Ele colocou água destilada entre dois alto-falantes durante algumas horas e então fotografou os cristais que se formaram após a água ter sido congelada.



1. “Pastoral” de Beethoven
2. Ária na Quarta Corda” de Bach
3. Sutra do Tibete




1. "Variações de Goldberg”
2.Dança folclórica Kawachi
3. “Hado” – música curativa




1. “Farewell” de Chopin
2. Música Heavy Metal

Após verificar que a água reage a diferentes condições ambientais, à poluição, à música, Emoto e seus colaboradores decidiram observar como os pensamentos e as palavras afetam a formação de cristais em água destilada, não tratada, usando palavras datilografadas em papel e coladas à parte de fora de garrafas de água, durante uma noite. O mesmo processo foi realizado utilizando os nomes de pessoas já mortas. As águas foram então congeladas e fotografadas.



1. Água destilada não tratada
2. Amor e Estima
3. Obrigado
papéis escritos pregados nas garrafas)



1. Você me enoja. Eu vou te matar.
2. Adolph Hitler
3. Madre Teresa
(papéis escritos pregados nas garrafas)


Estas fotos mostram as incríveis reflexões da água, enquanto viva e altamente responsiva a todas as emoções e sentimentos de todos. Está claro que a água facilmente incorpora as vibrações e a energia de seu meio ambiente, seja ele tóxico ou poluído ou naturalmente puro.
O trabalho extraordinário de Masaru Emoto é uma demonstração incrível e um instrumento poderoso que pode mudar para sempre nossas percepções de nós mesmos e do mundo no qual vivemos. Agora temos uma evidência profunda de que podemos nos curar e transformar positivamente o nosso planeta pelos pensamentos que escolhermos pensar e pelos meios através dos quais colocamos esses pensamentos em ação.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Novas configurações conjugais e narcisismo

Quando a Araceli me convidou para participar desse congresso, falou daquele jeito dela que a maioria daqui conhece... Escolhe um tema pra falar. Passados dois minutos ela pergunta, e então já pensou???
- Mas Araceli, quando vai ser o congresso?
- Ela diz, em outubro
- Mas estamos em março.
- É , mas eu preciso disso logo, já. Quero tudo organizado.
- Mas, Anna, pensa sobre o que você gostaria de falar e manda por email, logo, assim, amanha....
-
Que maravilha, que pergunta analítica, sobre o que você gostaria de falar .
Novas configurações conjugais e narcisismo, ao escolher esse tema não havia me dado conta da encrenca na qual me enfiei, ou melhor, ele, o inconsciente me colocou. Me aprofundando no estudo do tema, percebi que a articulação entre o narcisismo freudiano e os relacionamentos em tempos de globalização, requeria audácia... requeria ler nas entrelinhas da psicanálise e dos relacionamentos amorosos de hoje. Me vi frente a duas opções; ou concordar com o que dizem, tanto a mídia quanto os atuais teóricos da psicanálise em relação ao assunto, ou descolar do discurso pronto e me propor a colocar o meu olhar sobre o assunto.
Falar algo de um olhar próprio sempre é assustador. Fiquei insegura, com receio
Pensei...
O ideal agora seria esquecer-se da psicanálise, ligar para um xama ou um espírita, , ou enfim a alguém que pudesse me trazer o espirito de Freud, e dessa maneira eu faria umas perguntinhas. Não, melhor, Freud em carne e osso, sentado na minha frente com seu cachimbo...
E Eu diria...
Freuddd, que honra, que alegria, que alivio...
Freud, você que tudo explica, poderia dizer , se é o amor, o fator psíquico predominante nos relacionamentos da globalização, ou é o narcisismo? Diga Freud, você sabe, os relacionamentos andam tão diferentes, olha a humanidade agradeceria sua explicação para essa zona, quer dizer, pros relacionamentos atuais... Mas, o meu Freud imaginário apenas diz... Fale mais sobre isso...
Ótimo pensei,que alivio, ele continua por aqui...Freud, esquece a analise, vou fazer uma pergunta baseada na sua teoria sobre o narcisismo, ... FREUD , sei que na sua opinião , todo ser humano tem a sua frente dois tipos de escolha de objeto, o tipo anaclítico e o tipo narcísico. No primeiro a criança escolhe como objeto sexual as pessoas encarregadas de sua alimentação, cuidados e proteção, em geral a mãe ou substitutos, na segunda forma , ela toma a si mesmo como objeto de amor. Esses dois tipos não se encontram puros e excludentes um do outro. Andam dizendo que na globalização é o tipo narcisista de escolha de objeto que predomina nos relacionamentos. . Freud, você acredita mesmo que o maldito narcisismo se infiltrou como soberano na relações contemporâneas? Esse mal falado por todas as religiões, produtor de infinitas neuroses no melhor dos casos? É A escolha de objeto do tipo narcísico que predomina no sujeito contemporâneo e consequentemente se reflete nos relacionamentos? Podemos dizer que a globalização mudou a constituição psíquica do sujeito? A sexualidade infantil mudou? Os cinco primeiros anos de vida deixaram de ser determinantes na vida adulta do sujeito? Ficamos todos presos na primeira etapa do narcisismo? Mas Freud apenas pergunta.... e você o que acha???
Peço pro xamã levar o Freud embora e trazer o Lacan...
Aparece o Lacan...
Ola monsieur Lacan, será que com um, umzinho só daqueles seus aforismos suas frases de efeito, como por ex.... O falo circula.
- A mulher não existe.
Lacan,o que você acha que acontece com a maneira que as pessoas se relacionam amorosamente hoje?
Ele abre a porta e diz... a sessão acabou.
- mas Lacan, faz só dois minutos que entrei.
- - A mulher não existe, e fecha a porta...

Pois é, talvez para que eu possa dizer algo, vou Ter que me sujeitar a castração de ser Anna Burg e não Freud ou Lacan...rs
Nesse trabalho me pauto no diálogo que venho estabelecendo com a teoria freudiana há mais de 20 anos e mais recentemente do dialogo com a teoria Lacaniana.

Einstein concluiu que Deus não joga dados com o universo e não encontrou na ciência uma resposta para suas inquietações como homem, como ser humano.
Freud, ao longo de seu trabalho colocou como resposta amar e produzir. Ora, não é essa tb. a resposta das religiões, da busca espiritual? Um dos temas mais recorrentes em todas as religiões trata da importância do amar a si mesmo e a seu próximo. A partir do conceito de Narcisimo desenvlovido por Freud em 1914 ,a psicanálise também recorre freqüentemente a essas duas maneiras de amar.
Sabemos que o grande vilão de todas as religiões é o narcisismo, o narcisismo do ponto de vista religioso é o caminho dos egoístas que vão para o inferno, ou que na próxima encarnação poderão vir reencarnados sob a forma de pedra ou no corpo de uma vaca. O narcisimo tb é o grande vilão dos teóricos psicanalíticos contemporâneos. Tanto os ultimas artigos psicanalíticos quanto os discursos religiosos acreditam que o narcisismo reina soberano como o grande malvado, como obstáculo para o desenvolvimento de relações menos dolorosas na era contemporânea.
Não pretendo articular aqui psicanálise e religião, apenas estou pontuando que seria impossível falar em novas configurações conjugais sem me referir ao amor.

Sim, porque ainda acredito que é o amor que prevalece na maneira que as pessoas tem se relacionado conjugalmente nesse época de globalização.
Freud percebeu na competência para amar a condição para um fim de análise. Para Freud amar seria a idealização do objeto da pulsão..
Já para Lacan :
Amar é dar o que não se tem para quem não quer. Lacan propõem um enigma. Entendo que ele diz que, quando amamos alguém, supomos estar oferecendo ao outro a completude, o nirvana, o paraíso. Mas a felicidade para o outro não é exatamente aquilo que você está oferecendo. Quer dizer, numa relacao a fantasia de cada um sobre o que seria a completude é muito pessoal.
Um relacionamento amoroso é uma viagem que cada um faz sozinho . Se pudessemos escolher uma imagem elucidadora do amor de Lacan acredito que seria uma quadra de tênis, dividida por um paredão de vidro, cada um joga com o paredão , mas pensa que esta jogando com o parceiro. No amor, parece que está se jogando com o outro, mas na verdade cada um joga com seus significantes.
Isto não quer dizer que não exista uma relação, mas amar para Lacan, é suportar a fantasia do outro. A relação explode quando a fantasia é desmistificada. Por ex, se ele quer a mãe e você não pode suportar essa fantasia, a relação começa a desintegrar.
Certamente este jogo amoroso, exige novas regras no mundo pós moderno.
Segundo Lacan:
-“A psicanálise não foi capaz de inventar uma nova neurose, uma nova perversão, talvez seja capaz de inventar um novo amor, que não seja voltado ao pai em ultima instancia, mas que sabendo dele se servir, possa ir além do chamado gozo fálico.”
Quem não souber o que é gozo fálico, pode fazer um curso de Lacan no NPP...
Existe no mundo contemporâneo quase uma proibição a suportar faltas e frustrações nos relacionamentos. Uma obsessão pela perfeição.
Pra que tanto shampoo que faz os cabelos esvoaçarem (como se não houvesse poluição no ar que deixa ele coladinho na cabeça,) se meu marido, ou namorado me amasse apesar do meu cabelo? Pra que tanto iogurte pra emagrecer, batom que deixa os lábios carnudos e margarina em pó etc... se fosse amado por algo além do meu corpo? E pra que tantos super carros, e super esportes e super músculos, tudo super , se eu fosse amado pelo que sou pelo tempo, pela construção conjunta... Mas como dizia Freud, somos seres do desejo e não da necessidade... Há um desejo que não pode ser negado, desejo central, identificatorio e movedor de pulsao de vida; o amor. E ele que esta perdidinho por ai nos corações proibidos pela mídia...pela média...
O homem de hoje, da era da globalização não é mais como na época de Freud, tampouco suas necessidades são as mesmas. O pensamento freudiano difundido popularmente é usado para dar justificativas a tudo, do casamento que se desfez, ao casamento que se fez, do amor bissexual , do amor homossexual, a falta de amor. Nada mais é aleatório, Frued explica tudo.
A evolução da psicanálise busca conseqüência para o que escapa ao sentido, para além do pai, para além do edipo, para além da lei.
A psicanálise lacaniana ensina que não há como não se responsabilizar pelo acaso e pela surpresa, ou seja, por mais que tudo seja explicado o acaso e a surpresa sempre estarão a espreita para desestabilizar a pretensa paz encontrada após tudo explicado. Diz Lacan, que a pessoa não é só o que escolhe, mas também o que lhe ocorre. Eu sou o meu acontecimento diz Lacan...
Em vez de buscar explicação você tem que assumir a responsabilidade sobre seus atos. O importante não é compreender, é se responsabilizar. Não interessa saber por que você casou com fulano, interessa é como você assume as conseqüências dos seus atos , seja permanecendo na relação ou saindo dela.
Se um dia a grande contribuição da psicanálise foi Freud explica, hoje mais do que nunca a preocupação do analista é apresentar ao analisando, a dor, a pedra de sua existência, diante da qual terá de inventar algo novo.
A psicanálise de hoje privilegia o Freud não explica, contariando assim as soluções totalitaristas e dando uma chance ao desejo e a invenção do novo.
E se há algo novo é o panorama das novas relações conjugais em tempo de globalização.
Usei o termo conjugal como forte sugestão de processo e dinâmica, de instituição em vias de formação, ao invés da solidez e da formalidade de termos mais consagrados como matrimonio e casamento que poderiam ser associados a um modelo tradicional de relação.
Se observarmos a paisagem desenhada ao nosso redor após o vendaval revolucionário dos anos 70, veremos que os relacionamentos conjugais apresentam-se mutáveis e movimentados. A antiga estabilidade da família nuclear parece ameaçada pelos casamentos desfeitos, os papeis masculinos e femininos foram radicalmente alterados homens e mulheres homossexuais reivindicam o casamento e adoção.
O amor já não goza do mito de eternidade. Observamos relacionamentos conjugais cada vez mais meteóricos na era
pós industrial.
O até que a morte os separe foi substituído pelo que seja feliz enquanto dure... Não estou querendo dizer que a formula antiga é melhor do que a atual...não há forma melhor ou pior para a psicanálise... Apenas a perplexidade...
Mas afinal de que sujeito estou falando, quem é o homem de hoje?
Vejamos um breve panorama de algumas atitudes pós modernas.
Na atualidade voce pode dizer qualquer coisa... menos falar que tem algum preconceito. Alias pode ate ser preso por isso... Pode também fazer qualquer coisa, só não pode fazer o que o outro quer que você faça. isso demonstraria que você não tem personalidade própria, que não está ocupado... e estar desocupado é absolutamente out nos tempos pós moderno. Contemplação e reflexão é coisa dos loucos, dar um tempo para olhar para os seus afetos, ou seja fazer uma analise é ainda considerado coisa para doido, ou para quem não da conta de sua própria vida...
Já , se você faz alguma coisa com sacrifício, sem estar com tesão, aí sim, algo está errado, procure um analista, dizem.. Tudo tem que vir espontaneamente como expressão de sua identidade, mesmo quando sua identidade é uma colcha de retalhos, como é na maioria das vezes é.Viver é urgente! Essa é uma das máximas, da mídia que cerca nossos ouvidos, olhos,
boca, enfim, todas as nossas pulsões. A vida precisa ser desfrutada, para isso é necessário que se possua tudo que for possível, de automóveis a pessoas.Tudo é mercadoria, portanto pode ser comprado e porque não descartado...
Se necessito de algo como atenção, amor, sexo proteção, se estou carente ...estando eu solteiro ou namorado, casado etc... isto é entendido por ai como motivo para ir buscar uma ajuda ... Afinal, eu deveria estar feliz.... E isso que a mídia diz... algo está errado comigo se a felicidade não me rodeia desde a manhã como no comercial de margarina culminando a noite, num encontro super glamouroso, aonde o homem virá buscar a mocinha, ele com o ultimo modelo de carro poderoso e ela magra, com os cabelos esvoaçando descendo as escadas e pronta para o amor....
Por outro lado, se desejo uma vida mais simples, se desejo cuidar, proteger, viver a ternura, isso então é um motivo maior ainda para eu ir em busca de ajuda... estou alucinando... afinal o mundo não mais assim.
Hoje tudo precisa ser radical, os esportes, a riqueza, a beleza, a magreza, a inteligência... Os “médios” não tem mais lugar no mundo globalizado? O amor ficou reservado aos super homens e mulheres?
Preciso ser o melhor, esse é o paradigma da atualidade. Infelizmente esse é um projeto inviável, já que sendo melhor numa coisa, não serei em outra, e se for hoje, não o serei mais amanha. Mas será que não sendo o melhor em tudo, mereço ser amado? Mereço amar como nos comerciais e na novela da oito? Afinal se não for igual a novela desqualifica a mim e ao objeto de amor escolhido.
As antigas “mocinhas casadouras” e os bons moços trabalhadores e chefes de família foram substituídos pelos atletas existenciais em busca da medalha de ser o melhor. E ser o melhor implica em Ser e Ter o relacionamento mostrado nos comerciais, de preferencia num iate em alto mar, turbulento, mas sem enjoar..
A busca desenfreada da posição de superioridade em relação ao outro, provoca, alem do desencontro, uma tremenda indigestão narcísica no sujeito globalizado, cujo desejo continua a ser o desejo do outro. Todos desejam ainda ser importantes, queridos, amados e desejados como foram um dia pela sua mãe real ou fantasmática.
Fala-se em um neo narcisimo próprio dessa época, que instaura um culto pelos corpos cuidados e uniformizados num mesmo padrão de beleza. Há prevalência da imagem e da aparência, talvez haja também mais intercâmbio de imagens do que de pensamentos e palavras.
O risco ai reside na convergência entre o narcisismo e a pulsão de morte. Narciso morre ao entregar-se fascinado a seu próprio reflexo, a pretensão narcísica da coincidência absoluta com o ideal, para a psicanálise implica a morte do sujeito desejante
Vemos hoje os chamados transtornos narcísicos da personalidade, esse quadro se caracteriza por sintomas transitórios como sentimentos de vazio e depressão sutis, embotamento afetivo e passividade, manifestos ou encobertos, tendências perversas e incapacidade para formar relações significativas.
As mudanças sofridas ao longo desses anos e as formas que assumem essas relações na atualidade fazem pensar num narcisismo frio, que provoca o esvaziamento dos vínculos.
Como diz o psicanalista lacaniano Jorge Forbes:
“A sociedade globalizada paradoxalmente conduziu o homem a ser o único responsável por si mesmo.” A solidão ronda e as escolhas sob o impacto da publicidade, numa busca sofrega de sucesso, pesam cada vez mais nas costas de cada um. A frustração com o que se alcança faz permanente a insatisfação e revela o sentimento de incapacidade de se apontar diretrizes para a própria vida
- Você quer o que deseja?
Segundo Jorge Forbes:
- “Você quer o que deseja? alerta para o fato da passagem de época, da era pós industrial à era atual da globalização, na qual nenhum padrão universal sobrevive e na qual mais do que antes, fica evidente a distância entre eu e o mundo. Você quer o que deseja? Fala da angústia própria à decisão. Não que a decisão não seja arriscada e que não induza a perda. O mal chamado estresse, nada mais é do que a conseqüência do medo de decidir, que provoca o empanturramento das opções.”
Frente a esse quadro aparentemente desolador, me volto a Freud.
Diz Freud, devemos amar para não adoecermos.
O amor é destacado por Freud como uma das artes da vida, mais importantes na busca da felicidade e na evitacao do sofrimento, ao longo da existência humana.
Mas essa arte apresenta, entretanto uma dualidade, porque assim como aproxima o sujeito de tudo aquilo que ele mais deseja, o expõe as dores da dependência.
Como dizia Freud em mal estar da civilização.
-“Nunca estamos menos protegidos contra a infelicidade do que quando amamos, nunca mais infelizes e desvalidos do que quando temos perdido o objeto amado ou seu amor.”
Para a psicanálise, o amor é um conceito fundamental e um pilar da existência.
A referência à primeira relação amorosa, a que se da entre mãe e filho é a que da suporte e potência constitutiva a existência tanto biológica como psíquica da criança e constitui a base para todos os modelos ulteriores.
Freud, antes de 1914, remetia o narcisismo a uma idéia de perversão, ou mesmo de psicose quando fazia um equivalência entre neurose narcisica e psicose.
Porém a partir de 1914, Freud faz do narcisimo uma fase do desenvolvimento, uma forma de investimento pulsional necessário à subjetividade. Freud retira o narcisismo do status de vilão, tira-o da patologia, tornando - o um dado estrutural do sujeito.
Mais uma vez Freud choca a humanidade, já não bastou falar que somos todos perversos polimorfos, que não somos donos dos nossos atos, agora Freud diz que todos passamos pela etapa do narcisismo e que essa é fundamental e estruturante.
Em 1914 Freud afirma que, na conjuntura que se instala o narcisismo, abrem-se para o indivíduo duas possibilidades que se apresentam como uma alternativa - Ou o sujeito toma o outro (a mãe) como objeto de amor, ou toma a si mesmo. (como eu havia dito no inicio). Diz porem, que se a escolha do sujeito recair sobre ele mesmo, ou seja quando a retração libidinal sobre o eu, resultante dos conflitos no amor de objeto se torna maciça e exclusiva, nos impõem um sofrimento e uma ameaça...
Portanto o sujeito deverá escolher libidinalmente um outro como indício de saúde psíquica.
Narcisismo e amor de objeto, seria adversários clássicos que continuam a enfrentar –se em sucessivos rounds ao longo da historia.
Nossas pulsões querem experimentar todas as maneiras possíveis de felicidade, sendo a maior delas uma eterna paixão. Assim como no amor romântico, ainda queremos a eterna paixão.
Acontece que o amor romântico tinha por característica a impossibilidade da relação, como nos apresenta Shakespeare em Romeu e Julieta.
Hoje, temos o objeto de desejo mais a mão, podemos passar por cima de tudo que se dizia que era certo ao longo dos séculos;
Sexo só após o casamento,
Não desejaras a mulher do próximo...
E por ai afora...
Hoje passamos pos cima da lei do pai, em nome da suposta plenitude com o objeto amoroso. Passamos por cima da diferença de classes, de raças, de idades, de sexos.
Apesar dessa liberação pulsional, olhamos perplexos para a breve permanência desses mesmos relacionamentos, na maioria dos casos.
Apesar de todo o panorama que descrevi, aparentemente apontando para o narcisismo como fator de desencontro nas atuais relações conjugais cabe a pergunta;
Frente ao conceito freudiano de narcisismo, o que nos levaria a afirmar que o homem contemporâneo é narcísico e isso se reflete nas suas relações conjugais? O sujeito globalizado é predominantemente narcísico ou está ferido em seu narcisismo , fazendo com que sua libido sobre o outro se retaria pelo fato de achar que , se não for o melhor em todos os campos da existência, ou seja, se não for completo,será abandonado pelo cônjuge?
Creio que o homem de hoje, sangra uma profunda ferida narcísica.
Um homem solitário que quer deseperadamanete um encontro com o outro, mas paralisado diante da possibilidade de sofrer.
Quando o indivíduo investe tudo na sua imagem, como deve ser o outro para merecê-lo? Ou melhor, será que ele chega a ser tudo isso para merecer o amor do outro?
O drama hoje, é que ninguém tem o corpo ideal, a poupança ideal etc..
O ideal do homem globalizado é inatingível, como já havia dito no inicio desse trabalho.
O homem globalizado sofre uma profunda ferida narcísica que se reflete, tanto nas suas relações conjugais quanto na eclipse das mesmas.
Nos tempos de Freud, apesar de toda a repressão sexual, exigia-se menos dos indivíduos. Era-se ou não honesto, era-se ou não bonito, não havia essa exigência de ser o mais honesto, o mais bonito.
Na mudança de paradigma pela qual estamos passando , da era industrial para a era da informação, o sujeito acaba encontrando respostas inusitadas nesse período sem padrão, que chamamos em psicanálise de a época do OUTRO que não existe.
Apesar disso, Não creio que a globalização tenha modificado a constituição do sujeito. Não acredito que os bebes globalizados optem em massa , na etapa constitutiva do narcisismo , pela prevalência do amor narcísico ou amor a si mesmo. Somos sujeitos do inconsciente, estamos submetidos a ele, isso não mudou.
Acredito que estamos sim é perdidos e perplexos numa sociedade em que o nome do pai fracassa. Em que já não servem os modelos de nossos pais e avós.
Freud construiu uma teoria potente para o século xx. Ele nomeou o complexo de Édipo.
Sua estrutura é de uma simplicidade própria de um gênio.
No triângulo edipico Freud apontou para 3 vertentes.
Primeiramente estabeleceu um ponto ideal a ser conquistado, a mãe.
Depois um elemento com dupla função: a de impedimento e de condução, o pai.
E finalmente a pessoa desejosa de atingir a felicidade, o amor, devendo para isso passar pelo pai.
Freud interpretou magistralmente sua época. Revela- nos uma sociedade orientada verticalmente no amor ao pai,ou seja na sua regra aprendemos a compreender a família orientada pelo pátrio poder e todos os detalhes do nosso mundo afetivo: o nascimento, as fases da sexualidade infantil, o narcisismo, os fetiches, os amores e os ódios.
Esse raciocínio valido para a família é igualmente valido e facilmente transferível para a estrutura empresarial , política , econômica , sempre da era industrial.Nesse formato constituem-se as empresas hierárquicas, as forças armadas, a religião etc...
A globalização por sua vez é horizontal. Ela não responde a supremacia do pai e dos seus representantes políticos, empresariais ou religiosos.Estamos em um novo mundo, sem os representantes da verticalidade anterior.
Esse novo mundo para o qual estamos muito despreparados ,exige novas soluções.
Temos acompanhado tentativas inócuas de tratar esse novos fenômenos com antigos remédios e as conseqüências são duplamente tragicas.Primeiro porque não curam, segundo, porque fingem curar.
Os amores edípicos eram maniqueístas, cartesianos, estabelecendo o grupo dos “somos a favor” e dos “somos rebeldes”, dos bons e dos maus, dos mocinhos e dos bandidos.
As relações conjugais da globalização fogem ao cartesianismo das identificações do bem e do mal , estabelecendo o amor na diferença e a responsabilidade na escolha.
Na época de Freud o amor ao outro era da ordem do reasseguramento narcísico que um oferecia ao outro, mesmo quando a relação já estava desgastada.. Na verticalidade social, o até que a morte os separe prevalecia nos casamentos independententemente da satisfação pessoal de cada um dos membros do casal.
Na horizontalidade atual, deseja-se conjugalmente um outro que provoque, que instigue, que entusiasme, que divirta, que incite.
Saímos de uma época em que queríamos facilitar a aprendizagem e entramos na época do aprender a desaprender, a suportar a falha no saber e o risco dela decorrente.
Não desaprendemos a amar na globalização, não estamos feito Narciso olhando para nosso reflexo na água , queremos e muito o olhar do outro.
Estamos na época do afeto de risco. Do afeto da criação e da invenção. Na época do novo amor.
A forma de um sintoma se adapta ao relevo social de uma época.
Temos que correr os riscos e viver nossa singularidade ou seja, nos responsabilizar pelos nossos sintomas, pela nossa maneira de lidar com os afetos.
Não podemos culpar o narcisismo pelo fracasso das relações conjugais na época globalizada.
Não tenho nenhuma formula mágica que aponte para solução na relações amorosas atuais.
Mas sei, que em todos os tempo, do jovem ao velho, o encontro amoroso, é vivido fora do mundo. Amantes são cúmplices que fazem os outros se sentirem excluídos.
A sociedade em geral, reage às expressões amorosas, basta olharmos para as corporações- indústrias, empresas, que não aceitam que seus funcionários namorem.Quando isso ocorre tem de ir embora. Como não dá para mandar todo mundo expulsa-se o amor, considerando-o ridículo.
O amor , aquela diferença que a comunidade não suports, acaba sendo tachado de ridículo.
Em qualquer nova forma de amar, coletivamente aceita, não se extinguirá o ridículo do amor. É preciso suportar o ridículo do amor se não quiser ser ridículo.
Fugir do ridículo do amor , acaba por nos transformar em ridículos.
Termino com o poeta Fernado Pessoa, que sob o heterônimo Álvaro de Campos escreveu:
Todas as cartas de amor são
Ridículas
Não seriam cartas de amor se não
Fossem ridículas
(...) Mas afinal
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Anna Burg

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A capacidade de ir além dos limites do conhecido

Nossa capacidade de ir além dos limites do conhecido é um dos nossos recursos mais preciosos. Sempre que questionamos aquilo que nos é familiar, abrimos as portas para o conhecimento, e podemos captar vislumbres de vastos horizontes. Posicionada na fronteira da curiosidade e da admiração, que nos voltam em direção ao desconhecido e ao inesperado, a mente questionadora se coloca alerta e aberta, receptiva a novos significados. As perguntas que são profundas em significado vibram uma corda sensível em nosso interior que sintoniza nossa mente e sentidos a um campo mais amplo de possibilidades. Estas perguntas são semelhantes às que tínhamos quando crianças, antes de termos aprendido o que podíamos e o que não podíamos perguntar. Embora questionar seja essencialmente um movimento para fora do conhecido, em direção ao território do desconhecido, freqüentemente somos encorajados somente a fazer perguntas para as quais já existem respostas. Quando crianças, fazemos perguntas fundamentais, tais como “De onde eu vim?” “Por que o mundo existe?” “Para onde é que eu vou depois de morrer?”Talvez nossas perguntas despertem prazer mas fiquem sem resposta, ou, quem sabe, as respostas sejam mais confusas do que as perguntas; não satisfeitos, continuamos a perguntar “Por quê?”A que conclusões podemos chegar quando nos defrontamos com uma vaga sensação de incômodo nos adultos à nossa volta, que podem estar, eles mesmos, duvidando das respostas que nos dão? O que sentimos quando a resposta é simplesmente “Porque sim”? No entanto, é possível que mesmo respostas bem pensadas não consigam silenciar nossas indagações. Será que a nossa persistência é algo infantil? Será que nossas perguntas são desprovidas de importância? Com o tempo, a maioria de nós passa a acreditar que as perguntas de maior valor ou importância estão além da nossa pessoa, ou são em última instância impossíveis de serem respondidas. Dizemo-nos que perguntas fundamentais sobre a vida e a morte levantam questões filosóficas, científicas ou religiosas tão complexas que somente profissionais qualificados estão aptos a lidar com elas. As perguntas fundamentais, porém, são basicamente perguntas simples que se volta para questões de importância para todos os seres humanos. Portanto, é extremamente frutífero continuarmos a olhar de perto para estas perguntas, e considerarmos o seu significado para a nossa própria vida. As respostas a perguntas sobre, o lugar de onde viemos quem somos nosso destino, o significado da vida e as causas dos acontecimentos que determinam o rumo da nossa vida, formam o alicerce da nossa existência. Estas respostas constituem as verdades aparentemente auto-evidentes e inquestionáveis que são à base de toda a nossa compreensão. Quantas vezes, porém, consideramos que as conclusões que aceitamos foram tiradas sem uma participação integral da nossa parte? Talvez, há muito tempo, algumas pressuposições básicas tenham sido elaboradas para explicar como os seres humanos vivem e agem no mundo. Diante de um vasto desconhecido, as pessoas criaram pontos de referencia para dar sentido ao seu mundo, e assim encontrar seu lugar e objetivo dentre todas as coisas que existiam. O que determinou a direção tomada pela consciência dessas pessoas? O que teria acontecido se outros pontos de referencia tivessem servido de base para estas primeiras conclusões? Será que nos veríamos de forma diferente? Ou o nosso mundo As experiências humanas seriam de outra natureza se nossa compreensão de nós mesmos fosse diferente? Que valor tem estas perguntas? Assim que aprendemos as convenções básicas que configuram a nossa realidade familiar, sentimos que “sabemos como as coisas são”; uma vez adotada esta pressuposição, geralmente não vamos muito além em nossas investigações. Ao aceitar respostas provisórias como conclusivas, fechamo-nos para a possibilidade de um conhecimento mais profundo. Aprisionamo-nos dentro de um vasto mundo desconhecido, que sequer sabemos que é desconhecido. Paradoxalmente, ele permanecerá desconhecido enquanto nós já o “conhecemos”. Para começar a conhecer algo novo, precisamos primeiro, perceber que há algo que não conhecemos. Como indivíduos, podemos questionar tudo o que quisermos. Se começarmos a pressupor que todas as perguntas mais importantes já foram respondidas ou não podem ser respondidas, perderemos o interesse em abrir nossas próprias investigações. No entanto, o que efetivamente sabemos que não nos tenha sido ensinado por uma outra pessoas? Ou que não dependa de algum modo, daquilo que aceitamos como sendo verdade? Não seria preferível basear nossa vida em nosso próprio conhecimento? Construir uma base própria para o nosso conhecimento nos convida a ingressar no desconhecido, e começar um processo de investigação que tem um potencial infinito de expansão. Porem, ao olharmos para o mundo do desconhecido, podemos pressentir uma vaga ansiedade que nos deixa hesitantes em olhar mais de perto. Vamos, talvez, preferir o terreno firme do conhecido e familiar. Entretanto, como podemos saber se o terreno sobre o qual estamos pisando é realmente firme, se não o investigamos? Talvez, se estivermos dispostos a indagar, possamos encontrar o caminho para um novo entendimento, capaz de nos proporcionar uma segurança mais duradoura. A história da humanidade e a nossa experiência individual nos ensinam que a fronteira entre o conhecido e o desconhecido pode se deslocar, dependendo, em parte, do grau de proximidade com que olhamos e do grau de profundidade com que questionamos. Uma pergunta para a qual uma outra pessoa tenha uma resposta pode ser capaz de nos levar a uma nova perspectiva, que reformularia o nosso conhecimento familiar. Certos aspectos do mundo conhecido e das nossas experiências comuns, quando examinados de perto, podem abrir novos mundos surpreendentes para a nossa investigação. As perguntas que são realmente vitais parecem ter muitos níveis de respostas, cada qual com sua possibilidade de ampliar o nosso conhecimento. A chave para as descobertas está em não aceitar nenhuma r resposta como definitiva; dentro de tudo aquilo que conhecemos, muitas possibilidades novas esperam para serem descobertas. Como crianças, podemos continuar perguntando mais um “por quê”. A possibilidade de indagar abertamente é à base de todas as nossas liberdades. Estamos acostumados a fazer indagações a respeito das outras pessoas; mas por que não começamos a fazer indagações a nosso próprio respeito? As perguntas que nos fazemos possuem uma qualidade evocativa que chama por respostas; aquelas que parecem ser mais irrespondíveis são as que mantêm os portões da mente abertos por mais tempo. Nessa abertura, podemos encontrar novas compreensões acerca do significado de sermos humanos. Ao nos protegermos de dogmas, de suposições limitadoras e de idéias antiquadas de todos os tipos, chegamos mais perto da compreensão da liberdade de uma mente humana plenamente desperta.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA RISOTERAPIA


Rir é um santo remédio.

Rir é saber correr o risco de fazer papel de bobo.

Quando rimos movimentamos mais de 400 músculos em todo o organismo, oxigenamos os pulmões e estimulamos a circulação sangüínea.

Cientistas afirmam que 5 minutos de riso são equivalentes a 45 minutos de ginástica aeróbica.

Vamos resgatar a criança dentro de você e tornar-se um ser humano mais feliz?

Veja os 10 benefícios do riso:

1.Fortalece os relacionamentos;

2.Diminui chances de demissão;

3.Aumenta a produtividade;

4.Impulsiona a criatividade;

5.Controla o estresse;

6.Excelente exercício para o sistema cardiovascular;

7.Estimula os órgãos internos;

8.Estimula o sistema imunológico;

9.Suaviza a dor;

10.É divertido!


Estamos lidando diariamente com injustiças sociais, desempregos, fome, miséria, repressões, pressões, dificuldades, problemas econômicos e stress, afetando o ser humano devido às crenças, tradições e traumas transmitidos pela nossa educação familiar e social. As pessoas reagem com amargura, indignação, ansiedade, depressão, melancolia, medo, conflitos, pessimismo, raiva, mau humor, sofrimento e tristeza.

A expressão facial demonstra constantemente como o indivíduo está se sentindo. Se você começar a observar as expressões corporais, verificará que a maioria das pessoas não está feliz, ao contrário, estão sempre muito estressadas e de cara amarrada.
Os estados emocionais negativos geram energia condensada, provocando a desarmonia interior. Quando ocorre o desequilíbrio, o indivíduo tem sua auto-estima comprometida e o sistema imunológico também é afetado. Se o indivíduo não buscar recursos para lidar com esse desequilíbrio, iniciará um processo psicossomático, doenças que surgirão como manifestação. É como se o seu corpo lhe dissesse: "olha você não esta bem é hora de respeitar os seus limites e buscar o equilíbrio". Quantas pessoas estão doentes por não administrarem suas emoções? Há quanto tempo não dão boas gargalhadas? Há quanto não olham para a janela e vêem o lindo dia que se inicia ou ao menos se olha no espelho para desejar a si mesmo que tenha um ótimo dia!

O processo de mudança ocorre em cada pessoa a partir do momento em que toma ciência de suas condições atuais e parte para uma revisão de hábitos. Para haver a mudança interior e para que as atitudes sejam condizentes com uma nova forma de viver em harmonia consigo mesmo e com todos em sua volta, a reformulação dos pensamentos é fundamental . O ser humano necessita criar hábitos saudáveis de vida, cultivar novos valores, novas crenças, novos pensamentos, novos sentimentos e novos comportamentos.

A cura interior é um processo terapêutico e o trabalho de cura depende somente de você. É a liberdade para expressar suas idéias, pensamentos, sentimentos e talentos.

Hipócrates, o pai da medicina no século IV a.C. já utilizava animações e brincadeiras na recuperação de seus pacientes.

Darwin, pioneiro nos estudos dos movimentos expressivos da comunicação não-verbal, classificou o sorriso e o riso entre movimentos expressivos inatos e universais.

Freud, dizia que uma cena cômica e o riso proporcionam saúde física e mental das pessoas.

O médico norte-americano Hunter Adams, vem utilizando com sucesso, desde os anos 60, o riso como agente de cura, uma eficiente ferramenta terapêutica que favorece a recuperação e a cura dos pacientes.

Frans Alexander, Psicanalista do Instituto de Psicanálise de Chicago, concluiu em suas pesquisas que o “caráter liberador do riso é um meio de extravasar as tensões e de se evitar as doenças psicossomáticas”.

E assim, temos inúmeros cientistas, filósofos, psicólogos e outros profissionais que descobriram que rir é o melhor remédio para a cura de todos os males, no corpo físico, mente e espírito.

Então o que você está esperando? Que tal começar a rir agora mesmo?

Quando você está rindo de verdade, está trabalhando com a contração de todos os músculos da face, ativando toda a circulação sangüínea e proporcionando ao corpo um grande bem estar.

A sua fisionomia ao sorrir ou rir, fica muito mais bonita.

A fisionomia de quem não tem o hábito de sorrir ou rir é sempre fechada, triste, amarrada, emburrada, séria...

Rir é saber viver superando os problemas, doenças, medos e outros sintomas negativos. É aprender a lidar com os conflitos internos e externos com amor. é aprender a viver com total intensidade no aqui e agora.

Quando conscientizamos de que a vida é feita de desafios e aprendemos a viver com esses desafios e sorrindo, estamos curando nossos sofrimentos com sabedoria. Logo, esses desafios vão suavizando os seus aspectos, ficando mais leves e fáceis de solucionar, ao contrário de quem faz a opção pelo mau humor.

Não adianta sorrir só com os lábios para demonstrar aos outros uma falsa alegria, a pessoa precisa sorrir de dentro para fora, ou seja, de si para os outros. Não é fingir ou brincar de rir, é rir de verdade e com vontade.

O riso proporciona harmonia das funções corporais e emocionais, que nos permite viver com alegria, felicidade, prazer e satisfação.

Quando estamos de bem com nós mesmos, com a natureza, com as pessoas, com as coisas, com o planeta, com o universo, estamos felizes.

Rir é agradável e faz bem, deixa o corpo e a mente com defesas contra as doenças do meio externo, melhora a circulação e a pressão arterial. Libera “endorfinas”, que promovem uma sensação de bem-estar geral e, melhor, não tem contra-indicações.

As pessoas com problemas de mau humor merecem nossa atenção especial, elas precisam de tratamento terapêutico adequado para melhorar sua auto-estima.

O mal-humorado é uma pessoa em desequilíbrio, que tem problemas como culpas, frustrações, indignações, revoltas ou traumas e que inconscientemente sente-se bem em ser infeliz, em sofrer, em reclamar, em ser vítima, em ser um desmancha prazeres, em semear o mau humor, provocando uma verdadeira reação em cadeia por onde passa, contagiando negativamente as pessoas, simplesmente porque tem dificuldades relativas a afetividade. Dar e receber afeto, doar e receber amor, amar e ser amado e sorrir, para essas pessoas constituem um verdadeiro problema.

O mal humorado nunca fica feliz vendo outro feliz, a felicidade do outro lhe incomoda, inconscientemente fará de tudo para estragar a felicidade da outra pessoa.

Há uma diferença em rir sem prejudicar ou humilhar a outra pessoa, isso daremos o nome de empatia. Devemos usar a empatia no treino do riso diário e também nos colocarmos no lugar do outro.

Comece a rir agora mesmo, não perca tempo, isso é promover alegria e bem estar para você e para todos em sua volta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Maturidade - Fase Genital (Freud)

Antes as coisas eram diferentes. Claro que há algumas fases significativas, mas essa etapa é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar. É mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem embarque nessa fase aos 30 anos, aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará essa passagem. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar. Atingir essa fase é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada. Antes a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa etapa fez-se o aprendizado básico. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar. Quando alguém aborda nessa fase, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular de uma casa para outra saltitantemente. Embarcar nessa fase é cair numa epifania. É como uma criança vê pela primeira vez o mar. Na verdade, entrar nessa fase não é para qualquer um. É, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente. Mas penetrar nessa etapa é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes. Nessa fase já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila que no tempo nos deslocamos que no tempo a gente se dilui e se dilema. Entrar nessa fase é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer. É passar da reta à curva... É passar da quantidade à qualidade... É passar do espaço ao tempo. É mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. É hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.